Por que a dor nos seios ao amamentar?
Se está doendo na
hora de mamar, é sinal de que há algo errado na amamentação. A causa mais comum
de dor é a falta de "encaixe" entre a boca do bebê e o peito. O
primeiro passo é ver, então, se o bebê está fazendo a pega direitinho.
A dor causada pela pega incorreta é bem característica, pois dói o mamilo, ou
seja, o bico, e não "lá dentro" do peito. O mamilo também pode rachar e sangrar.
Veja a seguir alguns dos outros motivos que fazem com que o peito doa quando
você dá de mamar.
O reflexo da "descida"
(ejeção)
Pode ser que você
tenha um pouco de dor nos seios quando eles estiverem se enchendo antes de uma
próxima mamada. O reflexo da descida, também conhecido como reflexo da ejeção
do leite, é provocado pela ação do hormônio ocitocina.
A ocitocina estimula os músculos da mama a drenar o leite. Nos primeiros dias
após o parto, esse hormônio é liberado em resposta à sucção do bebê.
Posteriormente, qualquer coisa que faça você pensar no bebê vai liberar a
ocitocina. Para algumas mulheres, esse tipo de situação leva ao vazamento de leite (normalmente nas horas mais impróprias!).
O reflexo da descida é diferente para cada mãe. Algumas sentem um leve
formigamento, outras enorme pressão e um pouco de dor, e há ainda aquelas que
não sentem absolutamente nada.
A maioria das mulheres nem percebe o reflexo da descida nos primeiros dias,
embora possa ter algum tipo de dor seguindo-se ao parto, em função da contração
do útero para voltar ao tamanho original (processo deflagrado pelo mesmo
hormônio). A sensação da descida pode ficar mais presente quando o bebê já
tiver algumas semanas, mas, à medida que a amamentação fica mais natural,
grande parte das mulheres nem a nota mais.
Produção excessiva de leite
Algumas mulheres que
produzem leite em
abundância sentem uma dor aguda na área
mais profunda do seio após o aleitamento. Verifique a posição do bebê no seu
mamilo para ter certeza de que a pega está correta, mas, não se preocupe, já
que a produção de leite tende a diminuir rapidamente para atender somente às
necessidades de seu filho.
Se você tem leite demais, também pode pensar em doar parte dele a um banco de leite.
Candidíase
A candidíase é uma
infecção por fungo que é transmitida da boca do bebê (o sapinho) para os seus
seios. Se o fungo da cândida entrar nos ductos de leite, a amamentação poderá
se tornar dolorosa. Ao contrário da dor da descida, que é rápida, a da
candidíase persiste durante toda a mamada, e costuma piorar depois dela.
Para resolver o problema, é preciso tomar remédios, tratando ao mesmo tempo
mãe, bebê e pai (porque a cândida pode ser transmitida sexualmente também).
Entre os sintomas estão mamilos doloridos, com coceira, rachados, avermelhados
ou que ardem. Você também poderá apresentar candidíase vaginal. Leia nosso
artigo sobre infecção por
cândida para saber mais detalhes.
Ingurgitamento
O ingurgitamento ocorre quando as células produtoras de leite da mama são
distendidas demais, tornando a descida do leite mais difícil e por vezes
dolorosa.
Seus seios ficarão bem cheios, inchados, pesados, duros e até com a sensação de
que estão empedrados (diferentemente da mastite, que além desses sintomas, provoca febre de mais de 38,5
graus Celsius e costuma afetar apenas uma mama, não as duas).
Há mulheres que, quando o leite desce pela primeira vez, ainda na maternidade
ou logo depois de voltar para casa, sentem calafrios, dor no corpo e um
mal-estar geral, como se fossem ficar gripadas. Isso é normal, embora muito
desagradável. Analgésicos podem aliviar o desconforto, sempre com orientação
médica.
Mastite ou ductos bloqueados
A mastite ou o entupimento dos
ductos podem causar vermelhidão, dor,
enrijecimento e inflamação nos seios (no caso da mastite, há também a presença
de febre de mais de 38,5 graus Celsius).
Em muitos casos ocorre também à saída de pus do bico do peito e a dor é quase
insuportável. Mesmo assim, o melhor jeito é continuar amamentando. Se o leite
ficar parado dentro da mama é pior. O ideal é fazer bastante massagem na mama e depois colocar o bebê para mamar, ou então ordenhar o leite.
Outras possíveis causas para dor nos seios são:
· Ordenha inadequada do
leite através de bombinha. Veja algumas dicas em nosso artigo sobre como tirar o leite
materno.
· Sutiã de tamanho ou
modelo errado. A costura lateral tem que estar nas costelas, e não nos seios, e a
parte que abriga as mamas não pode comprimi-las. Não use sutiãs com ferrinhos
enquanto estiver amamentando.
· Dores pré-menstruais. Se sua menstruação
tiver recomeçado, pode ser que você sinta dores pré-menstruais. Elas devem
melhorar quando a menstruação descer de fato, e não devem voltar por, mais ou
menos, duas semanas. Após a ovulação, geralmente a dor vai retornando. A
maioria das mulheres reconhece esse padrão cíclico, e vai conseguir identificar
dores nos seios que possam estar ligadas a ele.
· Displasia mamária ou
doença fibrocística da mama. Algumas mulheres sofrem com esse
problema, caracterizado por muitos nódulos nos seios, que podem ficar cheios de
líquido e causar sensibilidade e dor. A displasia é um problema benigno, mas
caso você suspeite tê-lo, o melhor a fazer é consultar um ginecologista para
que exames possam descartar outras causas.
O que fazer para aliviar a dor?
Se você chegou a
aprender alguma técnica de respiração ou relaxamento durante o pré-natal, tente
usá-la ao amamentar; pode ser que isso ajude a amenizar o desconforto no
momento da "descida" do leite.
Caso seus seios estejam ingurgitados, o bebê poderá ter alguma dificuldade para
se posicionar direito e sugar de maneira eficiente. Nestes casos, vale tentar
começar com uma delicada massagem seguida de ordenha manual ou com uma bombinha
até que seu filho consiga mamar com mais facilidade, enfiando quase a aréola
inteira dentro da boquinha dele.
O excesso de leite pode levar ao mesmo problema para uma boa pega do bebê.
Quando a criança começa a mamar, estimula uma forte descida do leite, o que
pode engasgá-la um pouco.
Tente a seguinte técnica: coloque o bebê no seio como de costume; quando sentir
a "descida", interrompa a sucção com cuidado e absorva com uma toalha
esse primeiro fluxo. Recoloque o bebê na mama quando o fluxo estiver menos
forte. Quanto mais bem ajustada ao seio e com uma boa pega a criança estiver,
mais rapidamente a produção de leite se adapta às necessidades dela e você se
sente mais confortável.
Se a dor nos seios não melhorar em alguns dias, procure seu médico, o hospital
onde teve bebê, um posto de saúde ou um banco de leite, para que possa ser
examinada e para descartar problemas mais graves, como a mastite.
http://brasil.babycenter.com/a1600042/dor-nos-seios-ao-amamentar#ixzz2av7sjDwS
A dor causada pela pega incorreta é bem característica, pois dói o mamilo, ou seja, o bico, e não "lá dentro" do peito. O mamilo também pode rachar e sangrar.
Veja a seguir alguns dos outros motivos que fazem com que o peito doa quando você dá de mamar.
A ocitocina estimula os músculos da mama a drenar o leite. Nos primeiros dias após o parto, esse hormônio é liberado em resposta à sucção do bebê. Posteriormente, qualquer coisa que faça você pensar no bebê vai liberar a ocitocina. Para algumas mulheres, esse tipo de situação leva ao vazamento de leite (normalmente nas horas mais impróprias!).
O reflexo da descida é diferente para cada mãe. Algumas sentem um leve formigamento, outras enorme pressão e um pouco de dor, e há ainda aquelas que não sentem absolutamente nada.
A maioria das mulheres nem percebe o reflexo da descida nos primeiros dias, embora possa ter algum tipo de dor seguindo-se ao parto, em função da contração do útero para voltar ao tamanho original (processo deflagrado pelo mesmo hormônio). A sensação da descida pode ficar mais presente quando o bebê já tiver algumas semanas, mas, à medida que a amamentação fica mais natural, grande parte das mulheres nem a nota mais.
Se você tem leite demais, também pode pensar em doar parte dele a um banco de leite.
Para resolver o problema, é preciso tomar remédios, tratando ao mesmo tempo mãe, bebê e pai (porque a cândida pode ser transmitida sexualmente também).
Entre os sintomas estão mamilos doloridos, com coceira, rachados, avermelhados ou que ardem. Você também poderá apresentar candidíase vaginal. Leia nosso artigo sobre infecção por cândida para saber mais detalhes.
Seus seios ficarão bem cheios, inchados, pesados, duros e até com a sensação de que estão empedrados (diferentemente da mastite, que além desses sintomas, provoca febre de mais de 38,5 graus Celsius e costuma afetar apenas uma mama, não as duas).
Há mulheres que, quando o leite desce pela primeira vez, ainda na maternidade ou logo depois de voltar para casa, sentem calafrios, dor no corpo e um mal-estar geral, como se fossem ficar gripadas. Isso é normal, embora muito desagradável. Analgésicos podem aliviar o desconforto, sempre com orientação médica.
Em muitos casos ocorre também à saída de pus do bico do peito e a dor é quase insuportável. Mesmo assim, o melhor jeito é continuar amamentando. Se o leite ficar parado dentro da mama é pior. O ideal é fazer bastante massagem na mama e depois colocar o bebê para mamar, ou então ordenhar o leite.
Outras possíveis causas para dor nos seios são:
Caso seus seios estejam ingurgitados, o bebê poderá ter alguma dificuldade para se posicionar direito e sugar de maneira eficiente. Nestes casos, vale tentar começar com uma delicada massagem seguida de ordenha manual ou com uma bombinha até que seu filho consiga mamar com mais facilidade, enfiando quase a aréola inteira dentro da boquinha dele.
O excesso de leite pode levar ao mesmo problema para uma boa pega do bebê. Quando a criança começa a mamar, estimula uma forte descida do leite, o que pode engasgá-la um pouco.
Tente a seguinte técnica: coloque o bebê no seio como de costume; quando sentir a "descida", interrompa a sucção com cuidado e absorva com uma toalha esse primeiro fluxo. Recoloque o bebê na mama quando o fluxo estiver menos forte. Quanto mais bem ajustada ao seio e com uma boa pega a criança estiver, mais rapidamente a produção de leite se adapta às necessidades dela e você se sente mais confortável.
Se a dor nos seios não melhorar em alguns dias, procure seu médico, o hospital onde teve bebê, um posto de saúde ou um banco de leite, para que possa ser examinada e para descartar problemas mais graves, como a mastite.
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